Se você passou enfrente da televisão e viu um monte de monges enfrentando um monte de militares armados, não se tratava de um remake do Ultimo Imperador ambientado na ditadura brasileira, mas sim de um povo revoltado num país chamado Mianmar.
Mas que diabos é isso? Aonde fica isso? Lembra do jogo War? Então, lembra da Ásia aquele território amarelo, o mais difícil de conquistar? É lá mesmo que fica esse país, pertinho da Índia, antes conhecido como Birmânia.
O mais brilhante disso tudo foi que os monges, que geralmente ficam no seu infinito meditar, saíram as ruas, arregaçaram seus mantos, lutando contra um sistema falido, autoritário, e o que é mais incrível, conseguiram colocar Mianmar no mapa, esse país virou manchete no mundo todo.
Outro dia, eu estava andando pela rua e um bando de adolescentes me abordou para que eu assinasse um abaixo assinado, pedindo a cabeça do nosso ilustríssimo presidente do Senado. Eu relutei, coloquei uma rubrica e saí desacreditando naquela empreitada, na verdade achei ridícula e uma total perda de tempo.
Olhando aqueles monges e aqueles adolescentes, consigo enxergar semelhanças, ambos desejam a mesma coisa: Justiça. Ambos desejam que líderes desmoralizados, corruptos, deixem o poder, "larguem o osso" e abram caminho para um novo sistema, para sangue novo com vontade política e social.
Me envergonho da minha atitude e descrença afinal se um monte de monges largaram seu nirvana e se fizeram ouvir, por que jovens de uma cidade do interior do Brasil não podem colocar suas ideias em debate? Tenho que mudar meus conceitos e não sou o único.
Que Mianmar se torne um exemplo e conquiste na próxima edição do jogo War um espaço no tabuleiro.
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
Assinar:
Postar comentários (Atom)
3 comentários:
Assim como no jogo War, nunca deixe de jogar os dados...
Tb tenho que rever meus conceitos. Curti muito esse texto, viu? Bjs.
" Quando até os monges budistas perdem sua tradicional fleuma, cultivada com anos de emditação e reclusão, é sinal de que o cenário político se tornou realmente insuportável" ( Veja).
Os mesmo monges só que durante a guerra do Vietnã em 1963, atearam fogo ao própio corpo e em 1988 na mesma Birmânia fizeram protestos e morreram 3000, "os monges que fazem este tipo de renúncia ao próprio corpo vêem a prática como uma forma de eleção espiritual.Nada é mais desconcertante para um tirano que um adversário que não teme a morte" (Veja).
O mundo está em falta de pessoas que acreditem em suas causas que sejam honestas e que tenham paixão pelo que acreditam.A própria revista Veja ,de onde tirei alguns pedaços de meu texto, é dura ao criticar o guerrilheiro Ernesto Guevara Lynch de la Serna, o Che, pelo fato de sua ideologia ser mais importante do que tudo .Não que dê razão aos atos , até onde se pode crer , criminosos realizados pela ditadura cubana .
O que quero dizer é que, certo ou errados, eles acreditam em seu ideais e "acham" que estão fazendo certo.Mas continuam com seus ideais .
Ao contrário do que vemos aqui no Brasil, os revolucionários de ontem são os políticos de hoje o que nos leva a perguntar pra onde foi a ideologia deste povo ? Vide o próprio presidente , um lider sindical, lider da esquerda , chegando ao poder , seu primeiro compromisso foi um jantar com José Sarney e antõnio Carlos Magalhães.Dá pra acreditar neste povo? É como rasgar tudo que se acredita .
Como acreditar nestes ideologistas brasileiros , Luis Carlos Prestes era contra Getúlio Vargas ( que inclusive mandou mandou sua esposa Olga Benário de presente para Hitler ) e depois de ficar preso durante anos ,apoiou Getúlio mais tarde em novas eleições. Dá pra acreditar ?
Eu sinceramente prefiro a revolução dos monges budistas , dos Gandhi , Mandela e outros mais.
Talvez a bandeira dos novos idealistas deva ter a cor laranja, dos mantos dos monges budistas!
Postar um comentário